
Recebi o "desabafo" abaixo transcrito em forma de comentário e acho pertinente torná-lo público:
"Tenente Lauro, fugindo do que prego, hoje irei escrever anonimamente, gostaria que o senhor me desculpasse, pois acho importante assinar o que se escreve, já que a Constituição, que por acaso fez 21 anos ontem, veda o anonimato.
Está acontecendo um verdadeiro abuso de autoridade no CBMERJ.
Aproveitando da situação salarial dos bombeiros desse Estado, foram abertas as inscrições para o combate ao mosquito da dengue, pediram voluntários em troca de R$ 686,00 mensais.
Até aí tudo bem, é voluntário (?!) quem quer, embora saibamos da situação financeira dos integrantes da PMERJ E CBMERJ, e o valor de 600 e poucos reais já é uma ajuda.
Ocorre que emitiram uma nota em boletim com as condições: escala de doze horas, de sete da manhã as sete da noite, de segunda a segunda em regime de escala (trabalha um dia e folga três na dengue). Acredite, iremos matar mosquito aos domingos e feriados...
Mas os absurdos não acabam aí, ficamos à disposição da campanha no mês de setembro, mas não constamos na relação de pagamento, ou seja, trabalhamos setembro de graça para o Estado.
Temos que pagar o almoço do nosso bolso, é verdade, quem trabalha em Copacabana tem que arcar com pelo menos 20,00 por dia ou pedir em algum restaurante um prato de comida.
Agora o absurdo maior: quem pegar licença de mais de 4 dias será excluído!!! sabem o que isso representa? se eu for atropelado na rua, perderei o benefício. Se eu contrair a dengue, serei excluído, isso é grave, pois estaremos trabalhando junto aos focos. Só Deus mesmo pra nos proteger!!
Desculpe o desabafo, gostaria que o mesmo fosse publicado.
Minha continência!
Um abraço!!"
Cabe, ao menos, uma reflexão. Concordam?
Cabe ressaltar, também, que a coordenação está sempre disposta a esclarecer qualquer dúvida e digo isso como participante da operação. Se o nome de algum militar deveria constar na folha de pagamento e não consta, deve ser esclarecido, também, na coordenação da Operação Combate à Dengue, no DGDEC.
Quanto à questão de carga horária, dias trabalhados e dias a trabalhar, acredito que a coordenação esteja, ainda procurando adequar-se às melhores condições de execução de serviço e cabe a nós, também, dentro dos meios legais, sugerir melhorias e mudanças.
E quanto à anonimidade do comentário, também sou terminantemente contra e É SEMPRE MUITO MAIS LEGÍTIMO, LOUVÁVEL E PROVEITOSO assumir e assinar nossos atos.
JUNTOS SOMOS FORTES
LAURO CÉSAR BOTTO MAIA
1º TEN BM QOC